terça-feira, 23 de setembro de 2014

Você não consegue Competir com a Cooperação – A artificial corrida de ratos do capitalismo



Por Jakob Pettersson “Sushigoat”

Os humanos são competitivos? Com certeza parece que sim e isso não é uma impossibilidade. Outros animais também são, como os gorilas machos competindo pela liderança sobre o grupo. Mas de que forma nós somos competitivos? Eu não penso, sob qualquer circunstância, de que somos competitivos no sentido capitalista como. Eu não penso, em uma sociedade completamente livre, que a ideia capitalista da “competição” vá ser predominante para qualquer extensão maior.

Por quê? Porque a competição capitalista é amplamente artificial. Está enraizado no financiamento coletivo da proteção da propriedade privada. Isto é, independente se você gosta ou não de título de propriedade, independente de se isso irá te afetar negativamente ou não, seus impostos entram para financiar isso. Um pequeno empresário paga pela grande corporação que está forçando-o para fora dos negócios, o vegano tem que pagar pelo abatedouro, o ambientalista pela empresa de petróleo e etc, etc. A lógica é que dado que a propriedade privada é um dom de deus, direito natural, nossos “caprichos subjetivos” não devem governar as relações de propriedade, somente um sistema legal cego que protege qualquer “fruto do trabalho de alguém” que aparece dentro dos limites das áreas geográficas dadas. Isto é, a concessão de propriedade não está sujeita à competição; mas a propriedade concedida sim.

A lei permite o homem comum ter uma opção para escolher (ou não) Pepsi ou Coca; a ele não é permitido dizer uma palavra se ele queira financiar ou não a proteção de qualquer empresa. Em uma sociedade livre, sem qualquer financiamento coletivo forçado, qualquer propriedade é considerada legítima pelo estado capitalista. É razoável assumir que as pessoas não colocariam recursos em proteção de propriedade que eles se opõem. Pelo contrário, propriedade é um projeto inteiramente comunitário. Indivíduos e grupos examinariam com seus vizinhos e/ ou comunidades mais amplas sobre se uma certa forma de propriedade seria permitida ou não. Todos nós sabemos que capitalistas não são exatamente muito populares nas comunidades; pegue o público desgostoso com o Wal-mart, tanto donos de pequenos negócios quanto ativistas trabalhistas. Quão razoável é dizer que uma comunidade apoiaria uma indústria destrutiva com os trabalhos e recursos deles? Não muito. Dado que uma sociedade livre significa livre associação, o público geral não se associaria com a indústria antagônica que ameace roubá-los fora da auto-suficiência deles. Dado que capitalistas não tem o benefício das classes mais baixas financiando suas indústrias sem o consentimento deles, a existência dos capitalistas não poderia ser economicamente justificada.

Anna Morgenstern explica, como segue:

Os anarco-capitalistas geralmente tem um ideia florida absurda do relacionamento entre patrão e trabalhador do qual não se baseia na realidade. Quase ninguém acorda e vai para o trabalho pensando "graças à Deus pelo meu maravilhoso chefe, que foi amável o bastante para empregar um derrotado como eu". Quando a invasão externa chega, a classe média irá defender a si mesma e sua própria propriedade. Mas eles não vão arriscar suas vidas pelo Wal-mart sem ter uma parte disso.

Se as comunidades estivessem no comando de alocar recursos para proteger a indústria de intrusão, certamente eles iriam preferir financiar aquelas indústrias que são mutuamente benéficas para todos. Comunidades buscariam aquelas formas de conduta econômica que fosse cooperativa, ao invés de competitiva. E num certo sentido está competindo contra o capitalista ou contra os títulos antagônicos de propriedade. Mas não é a competição vil e desumana que vemos ao nosso redor hoje; é uma competição para melhor cooperar. Como Kropotkin observou, a “sobrevivência do mais apto” na prática significa a “sobrevivência daqueles que melhor cooperam”. Agora mesmo os políticos e capitalistas são aqueles que melhor cooperam. O estado capitalista é necessariamente uma rede de ajuda mútua entre o mais rico e o mais poderoso; mutuamente benéfico para cada um em manter o poder deles. Se nós fôssemos nos unir para empoderar nossas próprias indústrias cooperativas e agir fora do status quo, nós iríamos arruiná-los. As funções principais dos governos e capitalistas são: (A) roubar pessoas a partir dos meios para satisfazer suas próprias necessidades; e (B) tonar as pessoas dependentes deles para agir como parasitas. Como uma piada de mau gosto, ele exigem que trabalhadores operários e camponeses sejam gratos a eles. Porque sem eles, quem satisfariam as necessidades deles? Nenhuma consideração é dada aos trabalhadores operários ou camponeses, se podem confiar neles próprios ou não.

Independente se você vê a propriedade como um dom de deus, direito objetivo, que ninguém pode agredir contra como uma lei da natureza, exigir que todos reconheçam seu título de propriedade e reunir recursos para proteger esse direito por meio de tributação violenta é uma negação dessa própria lei. Eu não estou agredindo contra qualquer propriedade que você tenha por não concordar em apoiar essa propriedade com meus pertences pessoais; na verdade, eu estou praticando esse próprio “direito”, mesmo se tal direito existe ou não. Se a comunidade em geral opta por não proteger a sua propriedade, eles não tem agredido contra, eles apenas não a reconhecem. Eles simplesmente tem tornado a consideração contínua de que propriedade privada é impossível para você. Azar o seu. A comunidade desassociaria contigo ela mesma e tornaria sua indústria um negócio de risco, dado que estaria sujeita a roubo e sabotagem. Você pode chorar junto a Locke e ao Direito Natural que você queira, mas você não pode exigir que a comunidade deva dar suporte a projetos que eles achem desagradáveis ou prejudiciais.


Se nós quisermos sobreviver por meio destes tempos terríveis, é essencial que nós cooperemos, ao invés de competirmos com cada um. Se nós quisermos fazer isso, nós devemos destruir as coisas que nos mantém competindo, chamado estado. Se o estado fosse abolido, títulos à posse se desenvolveriam por fora por meio do respeito e interação com a comunidade que isso afeta. Expressando de forma simples, em uma sociedade livre você não consegue competir com a cooperação.

Traduzido por Rodrigo Viana. Para ler o artigo original clique aqui.


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